quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Se alguma vez..., de Meg Rosoff | Resenha #22

David Case tem 15 anos e nada de interessante acontece em sua vida, até o dia em que seu irmão caçula de um ano quase morre. Se David não tivesse agido rápido o suficiente, seu irmão teria se jogado da janela, acreditando que poderia voar como um pássaro. Foi naquele momento em que David teve a certeza: o destino estava tentando lhe pegar, ele estava condenado. 

David então resolve que não ficará à mercê do destino. Ele muda seu nome para Justin, começa a se vestir de maneira estranha e tem um cachorro imaginário. Para completar ele conhece Agnes, uma garota de gostos para roupas bem duvidosos, que não parece se importar com a opinião dos outros e é quatro anos mais velha. Mas será que mesmo com todas essas mudanças ele conseguirá driblar o destino? 

Título: Se alguma vez...
Autora: Meg Rosoff
Editora: Galera Record
Páginas: 256
Ano: 2014



Veja bem, eu comprei esse livro por dois motivos: 1) estava custando R$10 e 2) achei a capa interessante. Sim, eu às vezes compro livros pela capa, especialmente quando estão baratos. Mas depois da experiência dessa leitura eu decidi que não farei mais isso. Tipo, nunca mais!

O livro é narrado em terceira pessoa, mas de uma forma bem pessoal, o que significa que conhecemos bastante dos personagens principais, o que eles sentem e pensam. Mas eu não consegui me conectar com nenhum dos personagens. Eles simplesmente não tem qualquer tipo de carisma. Nem com Justin, Agnes e com os personagens secundários que surgem depois.

Eu comecei a desconfiar seriamente que o David/Justin sofre com algum transtorno, distúrbio... não sei. Mas psicologicamente ele não é normal, sério. Por conta do fato de seu irmão quase ter morrido, ele começa a se sentir perseguido pelo destino a ponto de querer mudar completamente quem é. Não basta só isso. De repente ele começa a morar em outros lugares, primeiro em um aeroporto, depois passa a ficar na casa de amigos... O pior de tudo? Seus pais não parecem nem estar aí! E - vamos relembrar - ele tem apenas 15 anos.

Ele se sente condenado de verdade, o que o deixa deprimido e com uma mania de que está sendo perseguido em todo o tempo. No começo isso é bem curioso, para com o passar da leitura acaba se tornando muito cansativo e eu apenas sentia vontade de entrar no livro e sacudir o garoto.



Agnes era uma personagem que eu estava muito animada para conhecer. Ela é aquele clichê de garota diferentona, que se veste esquisito, tem uma profissão descolada, mora sozinha e adora dar suas opiniões - queira a pessoa ouvir ou não. Porém, o livro não se aprofunda de fato nos personagens e isso acabou criando um distanciamento.

Além disso, ela também passa a tomar uma atitudes muito sem noção - e o romance que surge entre eles foi tão sem química e forçado que eu só queria me esconder enquanto lia, porque era simplesmente horrível.

Dois segundos. Só dois segundos eram tudo o que havia entre a vida cotidiana normal e a catástrofe total e absoluta.

No começo, a história estava bem interessante e eu fiquei muito animada. Ela tem aquele toque meio poético e estranho, parecendo filmes cult-indie que a gente nunca consegue entender direito, sabe? rs. Mas depois esse toque poético e diferenciado se tornou uma série de aberrações e coisas sem sentido. Além dos personagens não serem carismáticos, os acontecimentos do livro não têm qualquer sentido.

Nos primeiros capítulos, eu estava animada e ansiosa para ver quais seriam as peças que o destino iria pregar no protagonista, mas depois de apenas um acontecimento bombástico (trocadilho não foi intencional) a história fica monótona e eu fui levada para a bolha de reclamações, medos e paranoias do David/Justin. Eu não conseguia entender de onde o personagem tirava tanta paranoia, sério. O pior era que ele afastava todas as pessoas de perto dele e vivia se sentindo totalmente miserável. 

- Deve ser horrível ser você.
- Muito obrigado. - Justin parecia deprimido.
- Esqueça. Não há muito o que você possa fazer a respeito, de qualquer modo.


O que me permitiu concluir a leitura (além do meu desespero de não querer abandonar mais livros) é o fato de que ele tem muitos diálogos, que facilita o ritmo, e também os capítulos serem bem curtos. Então mesmo eu achando 100% estranho TUDO o que acontecia, cada fala dos personagens e os seus pensamentos, eu consegui ler rapidamente.

No fim das contas, essa foi uma leitura bem, bem ruim e bem diferente do que eu costumo ler. Eu não consegui entender qual é a mensagem do livro e o que essa autora quis passar com ele, tudo ficou muito sem sentido e nada conseguia me cativar. Espero que minha próxima leitura seja melhor...

Nota: 1/5 

Notas: 1 - Ruim, péssimo;  2 - Médio, regular; 3 - Bom, legal;  4 - Muito bom;  5 - Ótimo, incrível; ♥ - É um dos meus preferidos
 Quer acompanhar minhas leituras? Me adiciona/segue no skoob!

2 comentários:

  1. Oi Aléxia. Tudo bem? Nunca tinha visto esse livro e nem conhecia a autora e te digo que nos dois primeiros parágrafos da resenha pensei: "ih, deve ter sido uma roubada ler esse livro"... até imaginei que poderia mudar e ter uma reviravolta no livro, mas pelo que escreveu acho que mereceu a nota 1 mesmo. Parece que o protagonista começa a viver meio como os personagens de "Premonição", não é?
    Fico extremamente irritada quando o autor foca tanto no enredo que esquece de "detalhes" importantes que questionam a possibilidade da história se tornar factível, como no caso dos pais não se importarem onde o menino está morando. Acho um erro fatal na história.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Oi, Aléxia!
    Que pena que foi um livro nota 1!
    Achei a premissa bacana, mas já desencantei com o que você falou.
    Eu compro muitos livros pela capa. Às vezes acerto, às vezes erro. Pena que nesse caso foi erro.
    E a capa é bem bonita mesmo!

    Beijooos

    www.casosacasoselivros

    ResponderExcluir

BlogsBrasil