quinta-feira, 23 de maio de 2019

Oi, lembra de mim?

No final do ano passado e início de Janeiro desse ano eu estava super engajada com o blog. Se você acompanhava as publicações, deve ter percebido um sumiço brusco. Afinal, foram quatro meses "desaparecida" daqui ou das redes sociais relacionadas ao blog. Bom, esse foi um tempo difícil. E eu queria poder conversar com você sobre isso. Gostaria de poder te oferecer agora uma xícara de café e uns biscoitinhos, pois sei que a conversa vai ser longa. Mas, espero que leia até o final mesmo assim.



O que aconteceu nesses 4 meses

Às vezes você planeja um ano incrível para você. Compra um planner, traça metas, desafios e planos. E, às vezes, no meio disso tudo a vida acontece. Bom, pelo menos foi isso que aconteceu comigo. No começo de Janeiro eu nem fazia ideia da volta 180º que a minha vida ia levar. Mas, no começo de Fevereiro eu me mudei do lugar em que morei nos últimos 8 anos, depois tive que me mudar de novo da casa para a qual havia acabado de me mudar. Nesse meio tempo, voltei para a faculdade depois de ter trancado o semestre anterior. 

Não foi nada fácil. 

Mas o lado bom de passar por momentos de mudanças, crises e desafios constantes é que a gente aprende a colocar muita coisa em perspectiva. E uma dessas coisas que mudou em mim foi justamente o quanto eu cobrava muito de mim por coisas poucas, sem sentido de ser realmente cobrado tanto.   

Eu estava me cobrando fazer do blog um sucesso. Eu estava me cobrando ler X livros esse ano (as coisas foram tão loucas que eu até esqueci realmente o quanto eu queria ler em 2019). Eu estava me cobrando trabalhar desenfreadamente para juntar dinheiro para conseguir coisas que eu já nem lembro mais o que eram - pois, agora minhas prioridades mudaram completamente. 

E, enquanto eu me cobrava tudo isso, a ansiedade apenas me consumia. Aliás, essa tem sido uma companheira cruel esse ano. Ela que me faz passar horas com os olhos abertos quando a casa já está toda escura e silenciosa. Ela que faz com que um desespero sem motivo me sufoque de repente, a qualquer momento. Ela que me faz perder horas apenas fazendo contas e listas que apenas vão me mostrar como minha realidade é difícil e meus sonhos, impossíveis. Ela, a ansiedade. 

Foi ela que por meses me paralisou e, ainda assim, me fazia sentir o mundo correndo sem parar.  Mas, os momentos de crises são úteis para alterar as perspectivas, certo? E foi assim que eu me dei conta de que eu precisava parar de deixar a minha mente percorrer os caminhos insanos pelos quais a ansiedade me empurrava, Eu precisava parar - mesmo quando aquele desespero queria me sufocar. e assim eu fiz. 

Novas perspectivas

Via Giphy
Esse desespero me dizia que eu deveria abandonar o blog, pois não havia tempo para isso. Mas também me dizia que eu tinha me dedicado tanto e agora não daria em nada, que era um fracasso todo aquele esforço em vão. Uma loucura. 

Silenciando essas vozes e confiando em uma paz que excede qualquer entendimento humano, eu decidi ter paciência comigo mesmas. Tem sido meses difíceis e, falando agora, parece que esse tem sido um processo linear, mas não é. Tem sido bem díficil, ainda. 

Mas eu decidi voltar aqui. Não como antes. Não me cobrando absurdos de coisas que já não são tão importantes. Não me cobrando leituras que já não me atraem mais, apenas para atingir uma meta que não faz mais sentido para mim. Eu decidi voltar para poder falar do que eu amo e fazer o que amo. Decidi voltar para compartilhar coisas boas e aprendizados que tenho tido ao longo desse caminho. Talvez eu suma de novo, talvez eu fique por muito tempo. Mas acho que essa é uma nova perspectiva. E eu estou feliz em estar vivendo isso, mesmo que ainda não consiga compreender de fato o que ela representa. ♥



sábado, 19 de janeiro de 2019


Pense em um livro pequeno, fácil de ler, mas com um conteúdo profundo e bastante relevante. Esse é Como viver na era digital. Escrito por Tom Chatfiel, um radialista e filosofo da tecnologia, o livro traz muita informação sobre como o mundo em que vivemos está em constante mudança por causa das inovações tecnológicas - e como isso afeta toda a nossa vida, desde a psicologia de nossos comportamentos mais simples até afetar todo o nosso modo de nos relacionarmos uns com os outros.

Título: Como Viver na Era Digital
Autor: Tom Chatfield
Editora: Objetiva
Páginas: 176
Ano: 2012
SKOOB | AMAZON


Fazer uma resenha de Como viver na era digital é complicado porque esse foi um livro um tanto intenso para mim. Eu gosto muito de estudar sobre tecnologia em uma questão mais filosófica e sociológica sobre o assunto, aprendendo a enxergar como o mundo digital tem nos moldado. E o autor ao longo do livro lança diversos conceitos e reflexões que são um pouco complexas, o que me fez ter que pausar a leitura diversas vezes para poder pensar sobre aquelas questões. 

Embora seja um livro com questões aprofundadas sobre a era digital e a forma como temos vivido nela, Tom usa uma linguagem muito simples, atual e descomplicada - o que ajuda muito com que a leitura tenha sido fluida. O livro não é complicado, mas o tem é dificil justamente por ser tão real e, para mim, extremamente assustador.

Até hoje nos valemos de opiniões críticas e do embate entre elas. Porém, quando todos nos tornamos capazes não só de ter nossas próprias opiniões, como também de publicá-las abertamente, meras proclamações individuais de conhecimento sobre um assunto começam a parecer frágeis como porcelana. 

Uma das reflexões mais interessantes que o livro trouxe para mim foi sobre a questão de que hoje todo mundo é multitarefa. Nos orgulhamos disso e, na verdade, tratamos esse comportamento como se fosse uma habilidade importante para conseguir ser bem sucedido.  Mas isso não significa que ser multitarefa (a capacidade de realizar várias atividades ao mesmo tempo) é algo bom. E esse é um efeito de como estamos tentando transformar o nosso agir mais parecido com o de uma máquina.

Tom Chatfield vai trabalhando ao longo do livro pequenas, mas relevantes partes de nossas vidas que tem sido transformadas com a era digital. Como a nossa memória passa a trabalhar de uma forma diferente, já que passamos a terceirizar nossas memórias, deixando que uma máquina seja nossa memória. E isso, com o passar do tempo, pode ser extremamente confuso. Não deixamos mais a nossa memória trabalhar como ela deve trabalhar.

 Além desses temas, o autor vai trabalhando toda a questão de compartilhamento, de como assumimos na internet inúmeros papeis de autoridade sem nem mesmo perceber. E como tudo isso cria uma fragilidade gigantesca para o conhecimento verdadeiro. Os debates se tornam cada vez mais frágeis, os argumentos se tornam vazios de conhecimento e somos validados não pelo que falamos, pelo nosso conhecimento e as habilidades que legitimariam nossos argumentos, mas sim pela popularidade que a internet nos dá: a sensação de que estamos sendo observados sempre e por isso temos o espaço para poder falar qualquer coisa que quisermos.

O livro foi publicado em 2012 e já se passaram 6 anos. É assustador perceber como muitas coisas que em 2012 eram novidades assustadoras para o autor, hoje são coisas absurdamente normais. Perceber as análises dele sobre as tecnologias digitais e seu espanto me faz imaginar como seria se esse livro tivesse sido escrito em 2018. A forma como vivemos tem mudado drasticamente. E isso afeta tudo: a forma como lidamos com a vida, com nós mesmos, com os outros, com o mundo, com a natureza... Tudo tem sido afetado, tudo tem sido transformado muito rapidamente e de uma forma cada vez mais drástica.

Devemos nos esforçar mais do que nunca para encontrar formar e ocasiões para sermos inteiramente nós mesmos; para nos valermos das riquezas culturais tanto do presente quanto do passado, e para fugir da pressão exercida pelo senso comum e pelas reações coletivas.

O livro inteiro me fez pensar muito sobre esses problemas, mas é interessante poder imaginas soluções que podemos aplicar à vida a partir do momento que identificamos os problemas que nos cercam. Acho que é uma leitura extremamente válida e rica para quem se interessa em estudar sobre as tecnologias digitais em uma visão sobre o comportamento humana. Eu adorei o livro e com certeza quero ler outros dessa série The School of Life.

Compre Como viver na era digital e outros livros de The School Of Life:


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019


Você já pegou um livro, leu alguns capítulos e deixou para ler depois, mas, na verdade, nunca mais conseguiu concluir? Isso acontece muito comigo, infelizmente. E, como eu sei que vocês são tão curiosos quanto eu sou e que adoram umas listinhas, eu resolvi trazer aqui os 50 livros mais abandonados, segundo o site do Skoob. 

O Skoob é uma rede social brasileira com mais de 4 milhões de pessoas! Ou seja, é muito leitor! E o mais bacana é que ele tem alguns recursos para além de organização de leitura, como, por exemplo, lista dos livros mais abandonados pelos membros do site. 

Vou colocar aqui na lista o nome dos livros mais abandonados, junto com o nome do autor e a quantidade de leitores que abandonou (de acordo com a data em que esse post está sendo escrito, 31/12/2018). Será que você já leu algum desses livros até o final? Vamos conversar sobre isso depois, primeiro vamos conferir os... 

50 Livros mais abandonados 

  1. A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak (15.419 abandonos)
  2. A Cabana, de William P. Young (14.109)
  3. O Mundo de Sofia, de Joisten Gaarder (10.248)
  4. A Hospedeira, de Stephenie Meyer (7.55)
  5. As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis (6.409)
  6. O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë (6.187)
  7. Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James (5.446)
  8. O Teorema Katherine, de John Green (5.017)
  9. Crepúsculo, de Stephenie Meyer (5.017)
  10. Morte Súbita, de J.K. Rowling (4.980)
  11. A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin (4.275)
  12. O Código da Vinci, de Dan Brown (4.189)
  13. O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini (3.839)
  14. Dom Casmurro, de Machado de Assis (3.724)
  15. Comer, Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert (3.576)
  16. O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury (3.393)
  17. A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr (3.375)
  18. O Diário de Anne Frank, de Anne Frank (3.330)
  19. Marley e Eu, de John Grogan (3.302)
  20. O Cortiço, de Aluísio Azevedo (3.294)
  21. O Segredo, de Rhonda Byrne (3.200)
  22. Amanhecer, de Stephenie Meyer (3.114)
  23. Melancia, de Marian Keyes (3.050)
  24. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (2.991)
  25. Um Dia, de David Nicholls (2.868)
  26. Lua Nova, de Stephenie Meyer (2.789)
  27. A Culpa é das Estrelas, de John Green (2.732)
  28. A Sociedade do Anel (O Senhor dos Anéis #1), de J. R. R. Tolkien (2.619)
  29. Anjos e Demônios, de Dan Brown (2.575)
  30. Cidades de Papel, de John Green (2.436)
  31. Eclipse, de Stephenie Meyer (2.402)
  32. Lolita, de Vladimir Nabokov (2.229)
  33. O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien
  34. 1808, de Laurentino Gomes (2.198)
  35. Quem é você, Alasca?, de John Green (2.190)
  36. Iracema, de José de Alencar (2.164)
  37. Querido John, de Nicholas Sparks (2.159)
  38. O Guia do Mochileiro das Galáxias #1, de Douglas Adams (2.054)
  39. Fallen, de Lauren Kate (2.026)
  40. Fortaleza Digital, de Dan Brown (1.999)
  41. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (1.980)
  42. Cidades dos Ossos, de Cassandra Clare (1.899)
  43. O Monge de o Executivo, de James C. Hunter (1.891)
  44. Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida (1.879)
  45. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski (1.872)
  46. O Ladrão de Raios, de Rick Riordan
  47. O Símbolo Perdido, de Dan Brown (1.842)
  48. O Guardião de Memórias, de Kim Edwards (1.829)
  49. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez (1.750)
  50. Ponto de Impacto, de Dan Brown (1.743)
     

LISTA: 50 livros mais lidos

 Tem alguns autores que realmente tiveram muitos livros abandonados, como é o caso de Dan Brown. Eu sempre ouvi falar muito bem dos livros dele, não imaginava que as pessoas abandonavam tanto assim. Além disso, a Stephenie Meyer também foi outra autora que foi bastante abandonada pelos leitores e eu, inclusive, também abandonei o livro A Hospedeira. Já os livros brasileiros mais abandonados são mais clássicos, como Machado de Assis.

Ao total eu li 13 dos livros mais abandonados e abandonei 3 deles. E vocês? Comenta aqui embaixo!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Título: Métrica (Slammed #1) 
Autor (a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Ano: 2013
SKOOB | AMAZON 
Nota: 3,5/5 

A trilogia Slammed, que se inicia com o livro Métrica, conta a história de Lake, uma jovem estudante do ensino médio que acaba de perder o seu pai e se muda para o Michigan por questões financeiras com sua mãe Júlia e seu irmão mais novo Kel. A personagem principal se vê na obrigação de oferecer suporte a sua família e procura se manter sempre de cabeça erguida, embora a saudade do pai ainda corroa sua alma.

 A situação muda quando ela conhece Will, seu vizinho e irmão mais velho de Caulder. Caulder logo se torna um grande amigo de Kel e essa amizade é a responsável por aproximar as duas famílias. No decorrer do livro, Will vai se aproximando de Lake, que aos poucos se vê envolvida em olhares, diálogos e situações cotidianas com o rapaz que parece entendê-la como ninguém.

 O que dá um novo rumo ao enredo, porém, é o segredo que Will guarda sobre si mesmo e seu passado doloroso, que poderá impedi-lo de construir uma história com o grande amor de sua vida. Quanto a isso, o livro me surpreendeu, pois foi bastante direto e logo nos primeiros capítulos revelou o “grande mistério”, que sinceramente, me deixou bastante decepcionada.



Métrica é um livro que eu desejei ler por muito tempo e foi o meu primeiro contato com a escrita da autora Colleen Hoover, uma das favoritas do mundo literário. Infelizmente, minhas expectativas com a escritora e o livro foram frustradas, embora de fato, haja aqui uma narrativa fluida e gostosa de ler.

Eu não senti muita simpatia pela protagonista e acho que esse foi um dos fatores que mais me incomodaram no livro. Apesar de entender a dor de Lake, achei que ela se colocou no papel de vítima por diversas vezes por motivos um tanto fúteis. Ela me pareceu aquelas personagens adolescentes emburradas com a vida de filme da Sessão da Tarde. Porém, também não posso dizer que não senti piedade por ela em algumas situações e isso me fez pensar a respeito da empatia que muitas vezes deixamos de sentir pelo próximo.

Por outro lado, Will é um personagem interessante, que foi bem explorado pela trama. Ele conseguiu ser lindo, instigante e inteligente ao mesmo tempo, além de muito forte. Achei a bagagem dele muito bem construída e estou curiosa para ler o segundo livro da trilogia que é narrado por ele.

“- Você está morrendo?
- Acho que todos nós estamos, não é? – responde ela.

Os personagens secundários também me cativaram bastante, especialmente a mãe de Lake, Júlia, e a melhor amiga da jovem, Eddie. Elas tinham uma carga emocional e algumas vezes até com momentos bem-humorados que me fizeram ficar instigada com a história. No final, todas as decisões e diálogos que ambas tiveram no decorrer da trama tinham “um porquê”.  Especialmente Eddie, que teve um passado interessante e mesmo assim mostrou uma força surpreendente.

O ponto principal desse livro, para mim, foi a brincadeira que ele fez com o slam. Para quem não conhece, slam é um estilo de poesia que possui representação no palco por parte de seus autores e geralmente trata de questões mais sérias e/ou pessoais. Aliás, recomendo fortemente que vocês procurem por vídeos dessa prática cultural, pois são de extrema importância para manifestações sociais hoje em dia.

No livro, há uma competição de slam que é realizada uma vez por semana em um salão, que é onde boa parte da história acontece. É por esse motivo que o livro se chama “Métrica”, fazendo referência a contagem silábica dos poemas. Como o li em português, os poemas perderam muito o seu significado e essa foi uma questão que me deixou bastante chateada. Acredito que os textos originais devam ser extremamente bonitos e coerentes com o enredo.

“Porque tudo isso, toda ínfima parte, tudo é passageiro. Nada é permanente. A única coisa que todos temos em comum é o inevitável: todos morreremos um dia.”

De resto, Métrica é um bom livro, porém esquecível. Não encontrei a grande reviravolta que a história promete e ele termina com algumas questões em aberto que me incomodaram bastante. Espero que esses questionamentos sejam esclarecidos nos próximos livros, especialmente o segundo que é narrado por Will. Se você procura um romance gostosinho de ler e sem grandes promessas, Métrica pode ser uma boa opção.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019


Atypical é uma série original da Netflix que traz a história de Sam, um garoto de 18 anos que tem autismo. Desde que Sam tem quatro anos, quando foi diagnosticado, a dinâmica familiar sempre gira em torno dele. Com uma mãe superprotetora, uma irmã que o ama muito e um pai que não sabe como se conectar, a série vai acompanhar os dramas e mudanças de Sam com a chegada da vida adulta - e como sua família lida com tudo isso.

Quando eu comecei a ver a primeira temporada de Atypical, no ano passado, duvidei que fosse gostar muito da série. Mas foi só ver o primeiro episódio que eu já estava viciada. Terminei de uma vez só a primeira temporada, de 8 episódios, com 30 minutos cada. E esperei ansiosa pela segunda temporada, que saiu dia 7 de setembro.



A série começa, na primeira temporada, com Sam buscando uma namorada. O desejo foi incentivado por sua psicóloga, que achava que o rapaz já estava preparado para esse grande passo. Sam é um aluno inteligente, com excelente notas e um emprego estável - algo muito impressionante para uma pessoa diagnosticada dentro do espectro do autismo. Além disso, ele mantém uma amizade com Zahid, um rapaz do trabalho, que lhe dá conselhos amorosos um tanto duvidosos.

Esse desejo de Sam por ter um relacionamento amoroso acaba mudando muito a sua vida e ele começa a se envolver em algumas pequenas confusões, o que preocupa a sua mãe e começa a mudar um pouco da rotina da família.

Elsa é uma mãe preocupada e muito protetora e desde sempre levou toda a sua família nos ombros, tentando dar a atenção necessária a Sam, sem esquecer de sua filha mais nova de 15 anos, Casey. Enquanto isso ela tenta conectar toda a família e deixa-la unida, mesmo com todas as dificuldades que isso envolve.

Já Doug nunca conseguiu se conectar muito com Sam e nem consegue entender porque ele é do jeito que é. Embora ele tenha essa barreira, o amor de pai de Doug é muito forte, mas vemos isso mais com a relação dele com Casey.




A série é bastante emotiva e você consegue captar e entender os personagens com facilidade, mesmo eles sendo tão diferentes e suas motivações sendo, muitas vezes, confusas. O que os faz, na verdade, personagens reais. Embora o enredo gire em torno de Sam e do autismo, a série abre espaço para outros dramas: como Casey e o primeiro amor, os conflitos do casamento de Elsa e e Doug. E isso é algo muito interessante.

Mas o ponto principal da série mesmo está em poder compreender melhor como é uma pessoa autista e como é a dificuldade em lidar com algumas coisas, especialmente dentro da relação familiar. Eu nunca conheci alguém que é autista e nunca estudei sobre isso. Também nunca li nenhum livro e não lembro de ter visto um filme ou série sobre até então. Ou seja, Aypical foi meu primeiro contato com o tema. E foi muito bom!

É aquela série que nos desperta a empatia e nos faz ver o diferente com outros olhos. Por isso eu recomendo muito a série. A primeira temporada foi incrível e eu amei muito a segunda também, embora tenha demorado alguns episódios para conseguir me envolver mais. É uma série muito informativa, mas não é chata de forma nenhuma! Vale a pena assistir Atypical, sim!

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