quarta-feira, 13 de junho de 2018




Oi, gente! 

Hoje estou aqui para falar de coisa boa, muito muito boa. Desde que eu criei o ODLDL - esse blog que você está lendo que tem uma sigla extremamente estranha -, eu conheci vários blogs literários bem legais. E eu resolvi que era é hora de mais pessoas conhecerem os trabalhos dessas blogueiras (se não me engano que só são mulheres que escrevem todos eles...)

Eu sei que muita gente tem um ranço de blog literário por achar que todos são bem iguais. Postam sobre lançamentos de editoras especificas todos os meses, as resenhas são bem parecidas - e muitas vezes sequer tem opinião e é apenas um longo resumo do livro... Eu entendo! 

Mas, é justamente por isso que estou aqui. Cada um desses blogs tem coisas únicas que os diferencia. E, o mais legal é que eles têm conteúdo bem diferente, cheio de dicas, textos para leitores e afins. É prazeroso lê-los. Eu mesma perco às vezes quase uma hora lendo vários posts legais. Ou seja, é para quem curte ler e quem gosta de ler não só livros, mas coisas sobre livros também. :P 


Suddenly Things

Eu sou completamente APAIXONADA pelo blog da Miriã e ele me conquistou logo de cara pelo layout. Mas ao começar a ler os posts, eu fiquei apaixonada pelo conjunto do trabalho todo. A Miriã é bem dedicada, e dá para ver isso porque: 1) o blog é constantemente atualizado, 2) ela traz posts diferentes, criativos e não o clássico mais-do-mesmo e 3) tudo é muito bem escrito, especialmente as resenhas! Vale muito, muito a pena ver, conhecer e acompanhar. Sério!

Você pode começar por esses posts:


Queria estar lendo

Eu AMO esse blog. O conheci depois que li um livro da Denise e desde então eu tô viciada no blog. Ele é composto pela Denise (dã!), Bianca e Eduarda, e a Raquel é colunista. O mais legal é que o blog é bem diverso, afinal tem uma equipe grande, então você acha resenha de vários tipos diferentes de livros e também de livros em inglês! E o mais mais legal é que tem diversos posts criativos, especialmente de listas e cheios de opiniões fortes!!

Alguns posts que eu super curti:


Prisma Literário

Outro blog que sempre tem um conteúdo bem bacana e mais ~diferente~ é o Prima Literário. Eu curto bastante as resenhas da Catharina e de ler os posts, especialmente os de listas do blog. Além disso, ele tem um layout bem agradável (já deu para ver que a aparência é um fator bem marcante para mim, né? hehehe). 

Posts que eu curto:


Lê Lido Lendo


Eu conheci esse blog tem um bom tempo e eu gosto muito dele! Diferente dos outros, ele não tem tantas listas, a maioria dos posts são resenhas mesmo. Mas o diferencial é que 1) as resenhas são muito bem escritas e 2) tem muito livro diferente que eu não conheço, que não vejo sendo divulgado tanto assim... Ou seja, é bem bacana para você saber bem de cada história e conhecer livros novos. 

Posts bacanas:


Magia é Sonhar


O Magia é Sonhar é aquele blog que faz bastante jus ao nome. Só de você entrar você já se apaixona, rs. O layout é lindo, mas é claro que o mais importante está no conteúdo. E nesse blog tem bastante conteúdo interessante para quem ama livros! Eu adoro as colunas de música com livros e a criatividade da Gabi é maravilhosa! 

Bom, veja esses posts e saberá do que estou falando: 


Gente, por hoje é isso! ♥ Eu espero que vocês tenham curtido o post e que conheçam esses blogs, caso ainda não tenham acessado. Me indiquem também outros blogs literários, podem ser o de vocês mesmo! ☺ Beijocas. 

segunda-feira, 11 de junho de 2018


Sarah Dessen é a autora que consegue fazer mágica acontecer em suas histórias, sempre misturando de forma magnifica dramas familiares, com amizades e romance, tudo dosado na medida certa para conquistar o coração dos leitores. Em Os Bons Segredos isso se mostrou perfeitamente!

Título: Os Bons Segredos
Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte /// Companhia das Letras
Páginas: 408
Ano: 2015





Sydney sempre viveu na sombra de Peyton, seu irmão mais velho. Antes, por ele ser sempre o mais bonito e carismático. Agora, porque Peyton acaba de ser preso por dirigir bêbedo e atropelar um rapaz, deixando-o paralítico. As atenções de seus pais estão todas voltadas para Peyton e é quando Sydney decide mudar de escola, tudo que ela quer é começar a se descobrir fora da sombra do seu irmão problemático.

Nessa mudança de escola, Sydney acaba conhecendo Layla, uma garota bem diferente dela, e de quebra conhece toda a família Chatham. Uma família agitada, acolhedora e amorosa, tão diferente da sua, mas com problemas até mesmo semelhantes. Aos poucos, Sydney vai se descobrindo como alguém diferente do que sempre achou que era e vai percebendo que não precisa ser definida pelo que seu irmão é.



Eu estava mega ansiosa para ler esse livro desde que ele lançou. Li anos atrás dois livros da Sarah Dessen e me apaixonei completamente. Eu adoro a forma como a autora consegue criar uma trauma que mescla diversos assuntos, especialmente dramas familiares + romance. São poucos escritores que eu vejo que conseguem fazer isso!

Estava acostumada a ser invisível. As pessoas raramente me viam e, se viam, nunca me olhavam de perto. Eu não era radiante e encantadora como meu irmão, linda e graciosa como a minha mãe, ou inteligente e dinâmica como minhas amigas. Mas essa é a questão. Você sempre acha que quer ser notada. Até ser notada.

Os Bons Segredos é narrado em primeira pessoa pela Sydney e a história começa a partir do momento em que Peyton recebe a sua sentença de prisão. Vamos conhecendo um pouco de como foi a infância de Sydney com seu irmão mais velho, que era sempre o centro das atenção. Como em sua antiga escola ela era sempre definida e olhada pelo reflexo de Peyton e como até mesmo os seus pais tem esse hábito.

As coisas pioram ainda mais quando Peyton é realmente preso. A mãe de Sydney não consegue aceitar bem o que acabou de acontecer com o seu filho. E seus pais não conseguem enxergar que o que Peyton fez foi realmente errado e merecia punição. Por isso Sydney acaba carregando sobre si toda a culpa e vergonha do que aconteceu com David Ibarra, o rapaz que ficou paralítico depois que Peyton o atropelou enquanto dirigia embriagado em uma madrugada.

Mas ao conhecer Layla - e de quebra toda a sua família - Sydney começa a se encontrar também. Os Chantham são donos de uma pizzaria, o irmãos de Layla, Mac, faz parte de uma banda junto com outros amigos, incluindo um ex-namorado de Layla. E assim Sydney é envolvida em um mundo bem mais agitado, cheio de emoções e coisas novas e diferentes.

Eu sempre tinha sido a outra, a que não era Peyton. Já tinha até aceitado. Mas então finalmente conheci pessoas que me enxergavam de um jeito diferente. Agora que eu era real e estava em primeiro plano para alguém, nunca mais queria ser invisível.

Eu amei todo esse livro! A história é cheia de personagens diferentes, desde os pais de Layla, seus irmãos e amigos, até as amigas de Sydney, seu irmão, seus pais e etc. E por incrível que pareça, a autora consegue elaborar a personagem de cada um deles, lhe dando aspectos diferentes e um enredo próprio que se mistura na trama principal.



Você sente, enquanto lê, que essa história poderia ser muito, muito real. Porque os personagens são reais. Eles tem inseguranças, medos e características que conseguimos nos identificar com facilidade. E isso é muito bacana, pois trás uma aproximação do leitor com a história. Nos colocamos no lugar dos personagens, nos emocionamos com eles.

Eu adoraria sentir pelo menos uma vez a sensação de me deparar com uma coisa quebrada e enxergar uma saída em vez de um final. 

A Sarah conseguiu também criar uma rede de eventos bem bacana no livro, desde a formação de Sydney como uma garota quase sem personalidade até alguém que começa a lutar para ter sua própria voz e que quer ser ouvida, desde a relação da família Chantham com seus dramas pessoais, desde o romance sutil que começa a surgir...

E, ah, o romance! Se tem uma coisa que eu amo nos livros da Sarah Dessen é como ela faz sempre surgir um romance de forma tão simples e casual. Nada acontece de forma forçada, tudo vai sempre se desenrolando devagar, mas intenso o suficiente para nos fazermos shippar bastante. Nesse livro foi exatamente assim. O romance flui no quadro geral, ele não se torna a coisa mais importante do livro de uma página para a outra!

Eu estava com muita saudade de ler um livro assim: leve, com desenrolar fácil, que abordasse problemas reais e de forma tão sutil. Sem dúvidas a história me conquistou totalmente a ponto de eu não ter nenhuma crítica para fazer a ela. Tudo que a autora começou - cada assunto que ela jogou no livro - teve o seu desfecho merecido. Sem deixar nenhum fio solto e nada sem explicação.

Nota: 5/5

Notas: 1 - Ruim, péssimo;  2 - Médio, regular; 3 - Bom, legal;  4 - Muito bom;  5 - Ótimo, incrível; ♥ - É um dos meus preferidos
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terça-feira, 5 de junho de 2018


 A maluca das tags ataca novamente! Eu, como já puderam ver, amo tags! Acho que é uma excelente forma da gente conhecer rapidamente outros livros e, também, o gosto literário das pessoas. Por isso eu resolvi trazer a tag Doenças Literárias hoje, foi uma tag literária que vi no blog Beco Literário e achei ela bem divertida e diferente.


1. Diabetes

Um livro muito doce

Sem dúvidas, a história Surpreendida pelo Destino, da Tânia Giovanelli (tem entrevista com a autora aqui!). A Tânia ama escrever histórias bem românticas, com bastante drama e muitas surpresas, e esse é um dos livros que que eu li dela que se encaixa mais nessa categoria. 

2. Catapora

 Um livro que você leu uma vez para nunca mais na vida.

Geralmente quando eu vejo que eu não vou gostar do livro eu abandono ele sem dó. Porém, tem alguns que eu acabo empurrando com a barriga na esperança de que vá ficar bom em algum momento, um exemplo foi o Exclusivo, da Kate Scott, que é o primeiro de uma série que eu, definitivamente, não pretendo continuar.

3. Influenza A

 Um livro contagioso.

Acredito que o livro mais contagioso dos últimos tempos tenha sido A Culpa é das Estrelas, né? Mas ultimamente outro que fez também um sucesso similar em questão do tanto de pessoas que estavam falando sobre, foi Como eu era antes de você. E, por sinal, eu amo os dois livros.

4. Insônia

 Um livro que você virou a noite lendo

Já falei isso na Ed Sheeran Book Tag, mas repito aqui: Fazendo meu Filme 3. Para não ficar repetitivo, eu também posso citar Quatro amigas e um jeans viajante (de alguma forma muito estranha esse livro me prendeu tanto a ponto de eu finalizar ele no mesmo momento em que o sol estava nascendo - e detalhe: eu estava lendo em e-book!)

5. Amnésia

 Um livro que você leu e não se lembra.

Ao passar desses anos de leitura, eu confesso que me lembrar dos livros tem se tornado uma coisa cada vez mais dificil (o que me entristece bastante!), e um dos livros que eu menos me recordo são os da série A Mediadora, eu lembro da premissa da história, porém os acontecimentos não faço nem ideia!

6. Asma

 Um livro que te tirou o fôlego.

Vale citar todos de Colleen Hoover? Todos os livros dela que eu li só faltaram me matar de tanto que eu segurei o fôlego lendo! Fora ela, com certeza Enfeitiçadas e Amaldiçoadas (da trilogia As Crônicas das Irmãs Bruxas) foram outros livros que me fizeram prender a respiração sem nem perceber.

RESENHA: NOVEMBRO, 9 - COLLEEN HOOVER

RESENHA: ENFEITIÇADAS -  JÉSSICA SPOTSWOOD


7. Má Nutrição

 Um livro que você esqueceu-se de comer para ler.

A Escolha, o terceiro da "trilogia" A Seleção, da Kiera Cass.  Eu lembro que li a história em e-book também e eu passei exatamente dois dias (sábado e domingo) sentada no computador, eu não lembrava de comer, nem de beber água e nem de ir ao banheiro. Eu não conseguia parar de ler!

8. Doença de Viagem

 Um livro que te lembre/ você relacione com uma viagem.

Liberte meu Coração, da Meg Cabot. Eu li esse livro em janeiro de 2014 enquanto estava em uma viagem na Bahia e sempre que eu vejo o livro eu me lembro dessa viagem. 



E vocês, o que responderiam?

domingo, 3 de junho de 2018



Em 9 de novembro, Fallon conhece Ben. Em 9 de novembro, a vida de Fallon mudou completamente, há dois anos atrás, e agora está prestes a mudar de novo, porque nesse segundo aniversário do acidente que arruinou sua vida, ela resolve que é o momento de dar uma reviravolta e se mudar de Los Angeles, onde sempre viveu, para Nova Iorque. O que ela não imaginava era que ia conhecer Ben, o escritor. 

Fallon era uma atriz adolescente promissora, antes de acontecer o incêndio na casa de seu pai que quase levou sua vida e deixou marcas profundas em quase metade de seu corpo. Aquilo não somente destruiu a sua carreira, como também toda a confiança que ela tinha em si mesma.
E ela resolve que é hora de ir para NY, em busca de se reerguer profissionalmente. Enquanto conta as novidades ao seu pai e recebe toda a enxurrada de críticas, Ben surge como seu salvador, fingindo ser seu namorado e salvando-a de toda a tensão que o seu relacionamento com seu pai carrega.

"Porque é fácil se apaixonar, Ben. A parte mais difícil vem quando você quer sair disso."

O que ela não  imagina é a química intensa que vai surgir a partir disso. Em apenas um dia Ben consegue plantar sementes de confiança em Fallon, confiança tal que ela nunca imaginou que teria novamente. E então eles prometem uma coisa: se encontraram todos os 9 de novembro durante cinco anos e viverão esse dia juntos, enquanto isso Ben estará destinado a escrever sobre a história deles, e Fallon tentará ao máximo se reerguer, mas durante todo o outros dias do ano eles não se falam de nenhuma forma. Eles não trocam e-mails, nem tem o celular um do outro e nem qualquer outra forma de contato.

Os problemas surgem quando Fallon começa a descobrir que a história de amor que acontecia entre eles talvez seja apenas uma ilusão perfeita para o enredo de Ben... E a partir daí segredos sombrios começam a ser revelados.

"Os objetivos são alcançados através do desconforto e trabalho duro. Eles não são alcançados quando você se esconde em um lugar onde é agradável e acolhedor."

Quando eu comecei a ler Novembro 9 eu achei que a história não seria tão boa quanto as outras que já tinha lido da CoHo, não tinha como estar mais enganada. A verdade é que N9 começa de forma despretensiosa. Parece que vai ser algo mais leve, divertido até, mas se você conhece a autora, você sabe que no fundo há grandes dramas te esperando nos próximos capitulos!

Os primeiros capítulos são voltados para o primeiro 9 de novembro de Ben e Fallon, claro. Conhecemos um pouco da personalidade dos dois e ficamos ciente da forte química que há entre eles (afinal, é Colleen Hoover!). Fallon é uma garota que está ainda muito abalada com tudo que lhe aconteceu, sem confiança, sem voz e apenas com um pouco de coragem. Ben parece muito interessado nela e especialmente interessado em fazer Fallon perceber o quanto ela é incrível.

A partir do segundo ano que as coisas ficam interessantes de verdade na história. CoHo tem essa fórmula mágica de ir tonando a escrita cada vez mais intensa conforme o leitor avança na história e nesse livro não foi diferente! A história é cheia de mistérios e conforme você vai percebendo esses mistérios (que não dão as caras logo nos primeiros capítulos), mais ansioso você fica para ler e descobrir tudo.

"Amar alguém não inclui apenas essa pessoa, Ben. Amar alguém significa aceitar todas as coisas e pessoas que essa pessoa ama também."

Os capítulos são narrados de forma alternada entre Fallon e Ben,  mas a história só é contada em cada dia 9 e eu gostei disso da mesma forma que odiei. É bacana, porque acaba dando muita curiosidade e a leitura fica mais fluida, claro.

Porém pouco sabemos o que se passou naquele ano em que eles ficaram separados e isso me deixou triste, pois eu queria ver como foi o amadurecimento dos personagens, como eles estavam lidando com as mudanças em suas vidas, já que estavam saindo da adolescência e indo para a fase adulta. E, dessa forma, eu acabei não sentindo bem a evolução deles, especialmente de Fallon que fez uma grande aventura em se mudar e recomeçar em outro lugar.

"Eu já estou temendo o segundo que ela for embora, e ela acabou de aparecer."

Isso me impediu de amar a história? Foi por pouco, mas não impediu por um motivo: Colleen consegue fazer uma ligação impressionante entre os personagens que eu nunca imaginaria ser possível! Quando eu comecei a ficar decepcionada com o que estava acontecendo (lá pelo meio do livro), teve um super acontecimento que me deixou de queixo caído e coração acelerado! E a partir daí foi só ladeira acima.

A história é envolvente demais. A escrita da autora é mágica. Os personagens são tão humanos e reais que se parecem com pessoas reais. Os acontecimentos impressionantes de forma que deixa o coração quentinho em alguns momentos, e preso na garganta em outros, e  isso tudo te faz sair da realidade.

 Colleen Hoover consegue criar enredos que você pensa que é impossível acontecer algo assim de fato na vida real, mas que, no fundo, você fica muito grato por ela ter conseguido pensar em coisas tão incríveis.

Por fim, eu amei esse livro e ele se tornou um dos meus preferidos, sem dúvidas!

Nota: 5/5

Notas: 1 - Ruim, péssimo;  2 - Médio, regular; 3 - Bom, legal;  4 - Muito bom;  5 - Ótimo, incrível; ♥ - É um dos meus preferidos
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sábado, 2 de junho de 2018


Oi, gente! Tudo bem?

Hoje estou aqui para a gente ter uma DL. E o tema dessa vez é um tanto polêmico: abandonar livros. Você abandona livros ou é do tipo que arrasta a leitura até o final para ter certeza de que o livro é ruim mesmo? Todo leitor tem uma opinião sobre o ato de abandonar livros, alguns ODEIAM ter que abandonar uma história, outros são completamente desapegados e abandonam logo nos primeiros capítulos, caso o livro não o tenha prendido. E tem aqueles que tem uma série de fatores para decidir se vai abandonar ou não um livro. 

Eu estava refletindo sobre isso porque me dei conta de que nesse ano eu abandonei VÁRIOS livros. Na verdade, eu já tinha uma boa lista de livros abandonados há um bom, bom tempo. Porém, esse ano parece que eu perdi totalmente a paciência e decidi sair abandonando vários livros. O que aconteceu na maioria das vezes foi o fato emocional. 

Veja bem, livro é uma coisa que consegue mexer bastante com meu emocional, assim como filmes/séries e músicas. Parece que enquanto eu consumo uma história, eu vou absorvendo diversos tipos de sentimentos. Tem histórias que fazem com que eu me sinta alegre, animada, outras me deixam mais leve, relaxada, e algumas tem uma carga emocional extremamente pesada e me deixam muito mal!

Recentemente isso aconteceu enquanto eu lia o livro "Outras palavras para o amor". Esse é um livro que eu queria ter tinha mais de 5 anos e eu estava mega ansiosa, fiquei super feliz em achá-lo em promoção por R$10, mas conforme eu ia lendo, ia ficando muito mal. A protagonista é mega invejosa, azeda e problemática. E isso tudo influenciou muito para que eu fosse me sentindo intoxicada durante a leitura. A situação ficou tão ruim que eu tive um bloqueio de dois meses de leitura. 


Por fim, decidi que vou abandonar a história e tentar passar o livro para alguém que queira ler, afinal, eu sei que isso foi apenas uma opinião pessoal de como eu me senti e tem várias outras pessoas que amaram o livro. Como eu não sei!

Outro caso que aconteceu esse ano foi com a leitura de "Como ter uma vida normal sendo louca", outro livro que eu queria ler há tempos e que eu achei em promoção. Fui ler bem animada e me decepcionei TANTO. Achei o livro tão, tão fútil! E ainda por cima cheio de ensinamentos errados e distorcidos da realidade. Eu sentia que estava perdendo tempo precioso de minha vida. E olha que o livro tem apenas 208 páginas!

Já aconteceram mais alguns casos que me fizeram abandonar livros. Eu não gosto tanto da ideia de colocar uma história de lado, até porque sempre acho que ela pode acabar melhorando depois. Porém, depois de ter lidado com alguns livros que foram uma total perda de tempo, eu comecei a desapegar de leituras ruins, pois, no fim das contas, a vida é curta e tá cheio de livro bom por aí esperando para serem lidos e desfrutados. Por que perder tempo?

No entanto, esse pensamento nem sempre me livra de completar leituras que são ruins. Infelizmente! E nem é sempre que eu me sinto confortável para abandonar um livro sem culpa e dor. Mas eu desenvolvi uma lista com alguns fatores que me fazem deixar um livro de lado e não tocar nunca mais nele:

  • O livro me passa sentimentos ruins, fazendo com que eu me sinta pesada, triste, deprimida, com raiva, irritada e etc. É o que eu chamo de livro tóxico; 
  • A narrativa do autor é muito RUIM;
  • A história não me prende de forma alguma;
  • Quando o livro tem algum tipo de abuso E ele é romantizado OU não está ali de forma crítica, para alertar;
  • Eu acho os personagens extremamente babacas;
 Nem sempre esses fatores vem desacompanhados. Ou seja, muitas vezes a história não me prende, mas nem por isso eu vou abandonar totalmente o livro. Porém, se a história não me prender e ainda por cima os personagens foram horríveis, aí sim eu começo a pensar em realmente deixar o livro para lá. Outro fator que acaba contando pontos é quando eu sinto que, com vários outros fatores ruins no livro, eu ainda por cima não vou aprender nada. Ou seja, aquele livro não vai acrescentar nada de útil na minha vida. Então eu decido abandonar a leitura.

E vocês? Como lidam com o fato de abandonar livros? 

sexta-feira, 1 de junho de 2018


Como eu estava com saudades de voltar a ativa no blog! ♥ E agora finalmente me sinto bem o bastante para poder escrever posts, poder programar minhas leituras e voltar com tudo nesse universo literário, então... Vamos falar de TBR?

Embora eu tenha sofrido com um terrível bloqueio literário (falei dele AQUI), eu ainda estou me mantendo com minha meta de ler 80 livros em um ano. Não estou fazendo disso uma obrigação, mas sim algo que eu gostaria muito de conseguir fazer. Ou seja, se der dezembro e eu só ter lido 40, 50, 60... Eu estarei feliz do mesmo jeito! ♥ 

Até o momento eu li 25 livros (estou com dois em andamento!), o que significa que eu li apenas 30% mais ou menos da minha meta e tenho que dar uma corridinha agora para conseguir ler mais e chegar o mais perto possível de completa-la. 

Eu fiz uma lista com livros pequenos para ler em Junho. Esse é o fim do semestre da faculdade, o que significa que terei bastante leituras obrigatórias de Ciências Sociais, provas e trabalhos para estudar. Então, realmente acho que vou ter menos tempo para leituras por prazer. Mas ainda assim acredito que dará para ter um bom "saldo" de leitura. 

Os livros que eu separei para ler/terminar de ler esse mês foram:

  • Os Bons Segredos, da Sarah Dessen;
  • O Evangelho Para a Vida Real, do Jerry Bridges;
  • A Cada Passo da Vida, da Carol Alves;
  • O Batismo Cristão, do Charles Hodge;
  • Julieta Imortal, da Stacey Jay;
O total de páginas de todos esses livros dá 1.054! Porém, eu já li 60% do Jerry, quase 50% de Os Bons Segredos, 10% do livro da Carol... Ou seja, já estou bem adiantada nos livros, o que deve dar um pouco mais de 700 páginas, ao final de tudo.

Bom, vocês já leram alguns desses livros? E já fizeram alguma listinha com leituras que pretendem fazer agora em Junho? Me contem quais são as suas expectativas :) Um super beijo!


quinta-feira, 31 de maio de 2018


Uma coisa é fato: eu sou completamente apaixonada por dois tipos de livros: os que são narrados/contados pelo ponto de vista de uma criança; e os que se passam nas grandes guerras. Agora junte essas duas coisas em um só livro e você me verá compra-lo sem nem precisar ler uma resenha antes. Bom, foi isso que aconteceu com Estrela Amarela.

Autora: Jennifer Roy
Editora: CIA. Das Letras
Páginas: 144
Ano: 2011

Sylvia é uma menina judia que tem apenas 4 anos quando a Polônia, país onde mora, é invadida pelos nazistas e ela e seu pai, sua mãe e irmã, além de muitos outros familiares, são obrigados a morar no gueto. Sem condições de trabalhar por conta de sua pouca idade, Sylvia passa os dias limpando sua casa. Ela não entende porque os nazistas odeiam tanto seu povo, mas eles obrigados a usar roupas com uma estrela amarela pregada.

A partir disso, nós vamos vendo a história da Segunda Guerra Mundial sendo contada pelos olhos de uma criança muito pequena, que cresce perante a esse mundo de caos e terror, que vê tudo acontecendo em sua volta sem nem conseguir entender muito bem onde começou, o motivo e, pior, quando vai parar.

Antes de tudo, para que você sinta o impacto dessa obra, eu tenho que te contar que ela é toda narrada em FATOS REAIS. Sim! Eu não sabia disso até ler a introdução do livro, mas a história é contada pela tia da Jennifer Roy, a autora do livro, que narrou o mais fielmente o possível. E isso é o que mais dói, você sabe que todos aqueles sentimentos, todos aqueles acontecimentos, tudo que está sendo narrado fez parte da vida de uma pessoa. Isso aterroriza.

Por conta de ser uma obra baseada em fatos reais, a autora preferiu não fazer uma narrativa muito corrida e cheia de floreios. Na verdade o livro é como se estivesse sendo contado realmente pelos olhos de uma criança, é cheio de palavras simples, frases e parágrafos pequenos, recheados de muitos diálogos. 

Os capítulos são muito divididos entre pequenos temas. Eu me irritaria com isso, mas no final acabei entendendo o propósito. Acaba que essa forma de narrar deixa até a leitura mais fluída, permitindo que o livro seja lido em poucas horas.

- Eu não tenho nenhum valor para os alemães? - Pergunto a papai
- Você tem muito valor para essa família - ele diz -, e isso basta. 

Embora seja narrado por uma criança, ele tem uma análise de adulto - afinal, a história foi contada pela mulher depois de adulta - e isso é muito interessante para analisar também o contexto da Segunda Guerra e entender um pouco mais. Os personagens são muito carismáticos e é impossível você não se emocionar com a Sylvia a cada momento. Mesmo nas horas tristes pode ser que um sorriso escapula do seu rosto durante a leitura.

Sem dúvidas a leitura vale muito a pena!

Nota: 5/5 

Notas: 1 - Ruim, péssimo;  2 - Médio, regular; 3 - Bom, legal;  4 - Muito bom;  5 - Ótimo, incrível; ♥ - É um dos meus preferidos
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