sexta-feira, 10 de agosto de 2018


Oi, gente!

Vou começar aqui no blog uma série de posts com dicas de como aprender a gostar de ler e melhorar os hábitos de leitura. Acredito que é um tema importante e que pode ajudar muitas pessoas. Como leitora compulsiva que sou eu já passei por situações bem engraçadas e curiosas. Muitas vezes as pessoas já me falaram que gostariam de gostar de ler, mas que elas não conseguem. Ou que até gostam de ler, mas nunca conseguem manter o hábito de leitura. 

Eu sempre tenho algumas respostas prontas, claro. E acredito que elas possam ajudar muitas outras pessoas. Então, se você gosta de ler, manda esse post para algum amigo que também quer aprender a gostar de ler :p

Aprender a gostar de ler está relacionado aos seus gostos gerais

Um erro muito sério quando alguém quer começar a gostar de ler ou manter um hábito de leitura contínuo é quando a pessoa começa a ler livros que ela não se interessa pelo tema. Spoiler para você: não vai dar certo. Eu nunca ouvi uma pessoa me falar que começou a amar a leitura porque os professores da escola a obrigavam a ler os livros mais chatos da biblioteca. Muito pelo contrário, vejo pessoas com trauma de leitura por causa desse mesmo motivo. 

Quando eu comecei a gostar de ler - em 2011! - foi porque eu queria muito conhece a história de Crepúsculo. Todo mundo que eu conhecia falava dos filmes e dos livros e eu estava morta de curiosidade. Fui na biblioteca municipal e fiz a matrícula apenas para pegar esse livro. Li o primeiro rapidamente e logo em seguida peguei o segundo e então o terceiro... Depois disso eu já estava acostumada a ler, afinal passei três semanas com livros nas mãos. 

Ou seja, eu só fui aprender a gostar de ler quando fui ler algo que eu me interessava, tinha curiosidade em saber sobre.

  • Como saber qual tipo de livro você vai curtir?
É bem simples. Analise o tipo de filme que você gosta de assistir. Curte ver comédia romântica? Então um livro de Chick-Lit pode ser um bom começo. Você gosta de fantasia? Qual tipo de fantasia? Procure livros que tenha esse universo. Uma boa forma também é procurar um livro de um filme que você quer muito ver. Mas, de preferência, leia antes o livro e então vá e assista o filme.

Saber o tema pelo qual você se interessa já é um passo muito bom para você aprender a gostar de ler. Mas não é o único!


Compreenda a importância da leitura

 Há muitos motivos maravilhosos para você criar o hábito da leitura. Vivemos em tempos em que a leitura tem se tornado muito importante. Primeiro, para que possamos adquirir mais conhecimento. Ler nos faz entender o mundo em diferentes perspectivas. Ler nos faz conhecer coisas novas. Ler nos faz conhecer pessoas diferentes, de diferentes lugares do mundo, conhecer novas culturas, hábitos de outros povos. Ler faz a nossa imaginação fluir e aprendemos a cultivar a criatividade.


Quando você compreende melhor a importância da leitura, você consegue aprender a gostar de ler e criar o hábito de ler por prazer.

Comece com séries de livros


Acabei de contar como foi que eu aprendi a gostar de ler. E, hoje, quando eu vejo essa história sempre penso como foi importante que eu tenha começado a ler séries de livros. Se Crepúsculo fosse um livro único talvez eu apenas o teria lido, matado minha curiosidade e deixado para ler essa história de leitura. Porém, como havia outros livros para ler em seguida, eu comecei a ler um atrás do outro, para saber mais da história que eu já tinha gostado.

Dizem que para você conseguir transformar uma atividade em hábito é importante é necessário realiza-la por 21 dias. E com certeza eu passei mais que 21 dias lendo apenas os três primeiros livros da série. Ou seja, quando eu terminei de ler Eclipse, eu já estava acostumada a ler, eu já tinha um hábito. Então foi muito mais simples começar a procurar outros livros e me interessar por outras histórias. Porque eu já tinha começado a gostar de ler.

Então, minha dica é essa: comece com séries de livros que você sabe que te interessa.

Se você é adolescente e gosta de livros românticos, recomendo muito os livros da Paula Pimenta e as séries Fazendo meu Filme e Minha vida fora de série. Se você gosta mais de fantasia e curte histórias com fantasmas, a série A Mediadora, da Meg Cabot, é excelente! Se você curte fantasia mais jovem adulto, a série Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, da Cassandra Clare, também são ótimas opções. Se você gosta de romances arrebatadores com uma boa dose de drama, a trilogia Slammed, da Colleen Hoover, é ótima. 

Enfim, se você quiser dica para algum gosto especifico, comenta que eu posso te indicar algo que você vá curtir. Mas o importante é isso: veja o que você gosta e pesquise livros que tem continuação, assim você terá mais chance de aprender a gostar de ler e criar o hábito de leitura.

       • Lista: livros curtos e de leitura fácil para quem está começando!

Não tenha medo em abandonar livro - mas não faça isso com muita frequência


Aqui temos uma linha tênue. Primeiro, não se decepcione consigo mesmo apenas porque começou a ler uma história e a achou muito chata e não está conseguindo ler. Abandone o livro e vá para outro. Isso de começar uma leitura e ela não fluir acontece com qualquer pessoa - e continua acontecendo comigo, mesmo eu tendo já sete anos de hábito de leitura. Nem todo livro vai me prender, eu não vou gostar de todo livro (mesmo aqueles que todo mundo parece amar...) Não se cobre tanto assim!

Mas... tome cuidado para que isso de abandonar as leituras e não termina-las não se torne também um hábito. Ou seja, tenha uma disciplina. Afinal, às vezes um livro é chato no começo, mas passado os primeiros capítulos ele acaba se transformando e pode te surpreender bastante! É como um filme em que os dez primeiros minutos acaba sendo meio chatinho e parado, mas então tudo começa a acontecer logo depois...


Converse com outros leitores

A leitura pode ser um hábito muito solitário, especialmente quando você não conhece nenhuma outra pessoa que gosta de ler. Mas acredite: você não está sozinho! Comece a acompanhar pessoas que gostam de ler, conhecer blogs literários (como esse aqui!), se inscreva em canais literários, comece acompanhar no instagram e entre em grupos de leitores no Facebook.

Assim, você acabará sempre vendo livros e ouvindo falar de livros e seu interesse vai começar a ser despertado de verdade. Se você não vê ninguém falando de livros, o amor pela leitura que começou a crescer em você pode acabar morrendo facilmente. 

Comente nos grupos, nos blogs, nos perfis de Instagram. Peça dicas de livros, fale dos livros que você leu, peça dicas para continuar a ler e aprender a gostar de ler. E procure eventos literários perto de onde você mora - basta dar uma pesquisada pelos eventos no Facebook que você pode acabar achando.

Nem todo mundo lê do mesmo jeito - descubra o seu!

 Infelizmente existem leitores que adoram ditar regras, como se todo mundo funcionasse da mesma forma. Mas a verdade é que cada pessoa lê de um jeito diferente. Tem pessoas que conseguem ler em ônibus/metrô/trem, tem gente que não. Tem pessoas que conseguem ler ouvindo música, tem outras que só leem no silêncio.

Essa é uma das minhas formas preferidas de ler, na cama, bem confortável. Mas no meu caso eu nunca consigo ler bebendo nem comendo nada...

Enfim, ler é um hábito que acompanha muitos outros. Vá testando diferente formas e coisas. Se você tentou ler em silêncio e não conseguia se concentrar, vale a pena tentar encontrar no Youtube e Spotify playlist do livro que você está lendo, talvez isso ajude você a ter uma "imersão" maior no livro e se concentrar.

Entende? Você pode ler deitado na cama, antes de dormir, no quarto mal iluminado e em silêncio. Ou pode preferir ler enquanto espera o ônibus no ponto e ouvindo música nos seus fones. Descubra a forma que mais te dá prazer e segue!

Tenha sempre um livro com você

Isso nem é dica para aprender a gostar de ler, mas sim dica de sobrevivência para leitores. Sempre que possível leve um livro com você, mesmo quando você não ache que não terá tempo para ler. Muitas vezes podem surgir imprevistos, alguns minutos que você passará tendo que esperar algo ou em alguma fila, e é o momento de atacar a leitura. Mesmo que seja cinco minutos. 

Se surgir um tempinho, por menor que seja, pegue o seu livro e comece a ler. Nem que você leia apenas três páginas. Essa é uma excelente formar de criar o hábito de leitura e aprender a gostar de ler. Você vai perceber que um bom livro sempre nos faz companhia e não há nada melhor para curar o tédio. Confia em mim, eu sei do que estou falando!

Uma dica para você que não gosta de carregar peso dos livros, é comprar um Kindle. Ele é leve, prático e pode carregar milhares de livros dentro. Caso você não queira investir nisso agora, pode apenas baixar - gratuitamente - o aplicativo no celular.

Tenha um hábito de ler todos os dias

Para você aprender a gostar de ler e transformar a leitura em um hábito, é muito importante você ler todos os dias. Eu sei que pode parecer chato ou cansativo você pensar que vai se obrigar a ler todo dia. Mas não pense desse jeito. Pense como uma oportunidade que você tem de sair da realidade e conhecer novas coisas, pessoas, mundos diferentes. Viajar em um livro é um privilégio incrível. É mágico. 

Você pode acabar pensando também 'ah, bem que eu gostaria, mas não tenho tempo de ler todos os dias'. Bom, eu acho que você tem sim. Você pode tirar nem que seja vinte minutos do seu dia, enquanto está no trânsito, depois do almoço, antes de dormir... Ou então tirar vinte minutos que você gasta mexendo nas redes sociais. E acredite, meia hora diária de leitura faz muita diferença!

A Pam Gonçalves, youtuber literária e escritora nacional, fez um vídeo muito bacana de um experimento em que ela passou uma semana lendo 30 minutos por dia, e ela relatou tudo nesse vídeo. É bem inspirador e vale a pena assistir:

Tenha diferentes tipos de livros à sua disposição

Ler mais de um livro ao mesmo tempo pode ser meio confuso para você que está começando a aprender a gostar de ler. Eu lembro que para mim era! Mas isso pode ajudar às vezes. Porque você poder acabar estando muito cansada de uma leitura, mas sem querer abandonar. Porém, isso vai te atrasar, você vai ficar relutando para continuar lendo e nesses momentos é bom ter um segundo livro. 

A dica é: nunca leia dois livros de temas parecidos. Por exemplo, se você está lendo um livro de fantasia que é muito denso, pegue um livro de comédia romântica levinho e fácil de ler para distrair nos momentos em que você não está com cabeça para ler algo mais 'pesado'. Ou então você pode ler um não-ficção de temas que te interesse, como empreendedorismo, uma biografia de alguém que você admire, livros de inteligência emocional ou livros de poemas, crônicas e afins. 

Terá momentos em que você não vai estar a fim de ler - e tá tudo bem!

Você não é uma máquina, então respeite o momento em que você não vai estar a fim de ler. Isso acontece também. Tem horas que nossa mente apenas quer relaxar de outra forma, então vá fazer algo que você curta: ver um filme, ouvir música, assistir besteira no Youtube, jogar algo... Tá tudo bem. Respeite seu tempo, respeite seus limites e saiba que aprender a gostar de ler não é simplesmente se obrigar a ficar lendo em todo momento.



O post ficou muito maior que eu imaginava, mas eu amei escrevê-lo. Espero que você também tenha gostado de ler e que ele tenha ajudado ♥ Aproveita e indica ele para seus amigos, joga no grupo de Whatsapp e ajuda aqueles que estão a fim de aprender a gostar de ler, mas não faz ideia de como fazer isso hehehe. Ah, deixa sua dica aqui também, vou amar! 

 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Oi, gente!

As férias de meio de ano são sempre meio estranhas para mim. É muito pouco tempo (3 semanas) e muita coisa que eu sempre quero fazer. O resultado é que os dias passam rápido e eu nunca faço um terço do que queria. No entanto, nas últimas semanas eu pelo menos consegui assistir coisas novas. Vou falar um pouquinho sobre tudo que assisti e indico ou não. 

Filmes



Três vezes amor

Will é um homem de 30 anos que está se divorciando. Maya, sua filha de 10 anos, pede para que ele lhe conte a história de como ele e sua mãe se conheceram. Então Will conta sobre os três relacionamentos sérios que teve na vida, trocando o nome das mulheres. Conforme Maya tenta desvendar o quebra cabeça e descobrir qual das três mulheres é a sua mãe, ela também vai percebendo que o amor não é tão simples quanto parece ser.

Pensa em um filme gostoso de assistir? Pois bem. Três vezes amos é aquela história que te faz dar umas boas risadas e consegue prender bastante. Até eu estava tentando desvendar quem era a mãe de Maya. E o final... ah, eu me apaixonei pelo final. Ele conta três histórias de amor diferentes que, assim como na vida real, acabam se cruzando, atrapalhando, saindo totalmente fora do controle e do esperado. Indico muito se você quer ver uma comédia romântica. É aquele filme que você fica arrependido de nunca ter assistido antes.




O Plano Imperfeito

Harper e Charlie são dois assistentes dedicados. O problema é que seus chefes parecem não ter qualquer tipo de vida pessoal e acabam trabalhando 24 horas por dia, exigindo todo o tempo dos dois assistentes. Os dois resolvem bolar um plano para juntar seus chefes e, enfim, terem tempo livre. E, quem sabe, com os chefes menos estressados, Harper e Charlie não conseguem conquistar mais facilmente seus objetivos profissionais?
Quando eu comecei a assistir não estava esperando muito, mas o filme foi me conquistando de pouquinho em pouquinho e do meio para o final eu estava assistindo como se fosse uma líder de torcida! Ele tem de tudo um pouco e vai bem além de uma comédia romântica.

Tanto Harper quanto Charlie são adultos que estão tentando mudar de vida profissionalmente e conquistar o seu lugar, mas para isso aceitam coisas absurdas de seus chefes. E o filme - entre as cenas engraçadas e os planos mirabolantes para juntar os dois chefes - trata muito bem disso, das dificuldades da vida adulta e como conquistar o que a gente sempre sonhou. ♥


Julie & Julia

Julie está com quase 30 anos, nunca conseguiu terminar seu livro, trabalha como secretária temporária, tem amigas péssimas e acaba de se mudar para um apartamento horrível por causa do marido. É quando resolve criar um projeto: fazer as 524 receitas de Julia Child, em um ano e relatar a experiência em um blog. O filme mostra como a vida de Julie mudou enquanto alterna a história dessas duas mulheres, de décadas diferentes, mas com desejos tão parecidos.
Esse foi o melhor filme que vi nas férias. Mas não posso falar muito dele porque vou postar ainda esse mês a resenha (que será a primeira resenha de filme no blog, yay!). Mas digo que eu tinha altas expectativas para o filme e ainda assim ele conseguiu me surpreender!


Para sempre minha garota

Alex decide largar tudo - inclusive a sua noiva no dia casamento - para seguir a carreira na música country. 10 anos depois, ele se encontra em uma vida sem sentido e descobre que o seu melhor amigo na adolescência faleceu, o que o faz voltar para a sua cidade natal e reencontrar Josie e uma filha que ele não sabia que tinha. Agora ele tenta recuperar a confiança daqueles que tanto magoou e recomeçar.

Esse é aquele filme bem mediano e eu só gostei mesmo porque eu estava em um dia de preguiça e não estava a fim de ver nada incrível, sabe? Só queria algo para me distrair. O filme é uma adaptação literária e segue bem aquela forma de mocinha que teve um filho e escondeu do mocinho por anos, agora mocinho está de volta e quer conquistar sua família.

É clichê e é bom de assistir, você fica torcendo pelo casal. O único problema é que as relações do filme não foram bem abordadas, tudo foi muito superficial e nem mesmo ouve uma explicação plausível para o Alex ter abandonado tudo - especialmente Josie - do nada. Eu dei 2,5 de 5.

Seriados

Jane the Virgin - 3ª temporada


Eu estava esperando por esse momento há tanto tempo, quando finalmente a Netflix atualizasse Jane the Virgin.  Ainda não sei o que achar dessa temporada, sinceramente. Eu amo depois a série, mas achei a terceira temporada uma coisa tão louca e confusa. No meio da temporada houve um salto de três anos - o que eu estava animada para acontecer, mas não sabia o acontecimento que viria antes do salto de tempo.

Eu sofri horrores com essa temporada e, para piorar a situação, sem querer assistir a última cena da 4ª temporada no Youtube, porque tinha confundido. Ou seja, peguei o maior spoiler possível! Mas teve muitas coisas que gostei na temporada, especialmente como a amizade de Jane e Rafael se desenvolveu!



Samantha!

Samantha era a criança mais amada do Brasil nos anos 80. Mas não soube lidar com o fim da sua fama e tenta desesperadamente continuar fazendo sucesso. É por isso que ela acaba aceitando o seu ex-marido de volta em casa quando ele sai da cadeia.  Dodói foi um astro do Flamengo que acabou sendo preso, mas agora quer estar de novo com seus dois filhos e Samantha.

Quando a série lançou eu achei que não iria ver. Não tinha me interessado. Mas vi uma resenha no Queria Estar Lendo e acabei dando uma chance. Como os episódios são curtos e poucos, acabei vendo tudo em um dia. Eu até que gostei, o problema é que o enredo tem uns exageros que irritam bastante e você fica tipo: como-isso-foi-acontecer-do-nada?

Mas é bem legal para ver um pouco da loucura dos anos 80 no Brasil (a gente tem pouco conteúdo nacional hoje que retrata esse tempo icônico, né?), para dar umas boas risadas e ficar se questionando como tanta coisa sem noção pode acontecer com um


As Telefonistas (Las Chicas del Cable) - 1ª e 2ª Temporada

Madrid. 1928. 4 mulheres com diferentes histórias e passados passam a trabalhar como operadoras de telefone em uma empresa que é o futuro das comunicações. Enquanto os laços de amizade se estreitam, segredos vão sendo trazidos à tona e elas aprendem a lidar com traição, ciúmes, inveja e, evidente, os seus direitos como mulheres em um mundo que está mudando drasticamente. 

Essa é minha nova série preferida, sem dúvidas. A história começa focada em Alba/Lídia, uma mulher de passado misterioso e que já mudou de nome diversas vezes para esconder crimes da qual foi acusada. Quando começa a trabalhar para a empresa de telefonia com a intenção de roubar uma boa quantia de dinheiro e poder se livrar de uma acusação de assassinato, Lídia acaba dando de cara com o passado: Francisco, seu primeiro amor.

Com o passar dos episódios vamos conhecendo as outras mulheres que compõe a trama, as amizades que surgem, os medos, os problemas, os amores... A série é a primeira original da Netflix espanhola. E é incrível. Os figurinos, a ambientação, diálogos, atuações e, principalmente, toda a trama cheia de segredos, mentiras e reviravoltas!

Você já assistiu algum desses filmes ou séries? Me conta suas impressões e aproveita e diz o que assistiu nas férias :)


domingo, 5 de agosto de 2018


Vocês também têm a mania de acabar abandonando algumas séries ou trilogias? Eu faço muito isso. Quando leio um livro e gosto muito normalmente eu já quero ter logo a continuação, mas quanto mais o tempo passa, parece que eu vou perdendo o interesse e quando vejo estou com várias séries incompletas na estante. 

Algumas séries ou trilogias eu tenho um real interesse em continuar e ler, mas também ocorre o fato de que eu já esqueci alguns elementos e informações importantes dela. Porém, estou com uma meta de dar continuidade e concluir algumas séries que eu quero saber o desfecho - e que eu não perdi o interesse ainda

As Crônicas das Irmãs Bruxas

Quando eu li os dois primeiros dessa trilogia eu fiquei chocada e apaixonada. Cada livro termina com um final em aberto que dá aquela vontade louca de ler logo o próximo, no entanto eu não tinha o terceiro. E até hoje eu não comprei! Eu quero muito saber o desfecho dessa série, vocês não fazem ideia. Porém, eu acho que vou acabar precisando reler (o que vai ser um prazer, diga-se de passagem).

Délirio

Aqui aconteceu a mesma coisa. Eu acho que é um mal de trilogia comigo, pois por mais envolvente que ela seja eu sempre acabo abandonando no último livro e fico me corroendo de curiosidade durante toda a vida. O pior é que realmente eu vou precisar reler os dois primeiros livros para não ficar bem perdida na história, mas diferente da trilogia anterior, essa aqui tem uma narrativa bem arrastada, o que dificulta um pouco a leitura - mesmo a história sendo maravilhosa!

Para Todos os Garotos que já Amei

Eu tinha P.S.: Eu te amo aqui em casa, que é o segundo livro da trilogia. E acabei comprando o primeiro, li e gostei. Mas se eu já não tivesse ganhado o segundo livro provavelmente eu não daria continuidade na série. Mas foi justamente o segundo livro que fez com que eu me apaixonasse e estou morrendo de vontade de ler o terceiro e último antes de assistir o filme, que lança mês que vem na Netflix!



Minha Vida Fora de Série 

Já tem um bom tempo que eu não leio nada da Paula Pimenta, depois que eu diz 17 anos acabei perdendo um pouco do interesse (embora continue amando!). Porém eu estou muito curiosa para conhecer toda a história da Priscila e do Rodrigo, especialmente para saber o que aconteceu com eles durante o período que se passa em Fazendo meu Filme 4! E a série agora tem 4 livros, mas eu só li os dois primeiros. Estou esperando uma super promoção ou encontrar em algum sebo para finalmente conseguir continuar lendo.


O Protetorado da Sombrinha

No começo do ano eu li o primeiro livro da série, Alma?, e fiquei completamente apaixonada pela história completa: a narrativa da autora é maravilhosa, os personagens são cativantes e bem construídos e os elementos fantásticos que se misturam com a realidade são... maravilhosos! Agora eu estou morrendo de vontade de ler logos os próximos e juntando as moedinhas para conseguir comprar, pois pelo que vi tem até o livro 5... Ou seja, uma série e tanto!


As Peças Infernais

Lá pelo ano de 2014 eu fiquei apaixonada pelos livros da Cassandra Clare. Lembro que recomendava para todo mundo e falava de Instrumentos Mortais como se fosse leitura obrigatória para as pessoas. Porém, desanimei com as séries dela, menos com a trilogia d'As Peças Infernais. Eu li o primeiro livro e embora me falte detalhes na memória, eu lembro bem que me apaixonei pela história e fiquei muito ansiosa para ler a continuação. Até o momento não consegui os outros dois, porém espero concluir logo.


Vocês também têm o hábito de abandonar ou "esquecer" as séries/trilogias? Quais vocês ainda não conseguiram ler toda?

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Eu adoro um bom chick-lit. Daquele que faz a gente rir tanto que lágrimas escorrem pelos olhos, que nos identificamos com as personagens e seus dramas, que faz com que a gente tenha vontade de puxar a protagonista para fora do livro para lhe dar um abraço... E há muito tempo eu queria ler O Diário de Bridget Jones, um clássico do gênero. Mas a leitura não foi o que eu esperava...

Título: O Diário de Bridget Jones
Autora: Helen Fielding
Editora: Record
Páginas: 322
Ano: 2008



Como o próprio título já explica, o livro é em forma de diário e conta um ano de vida de Bridget Jones. Ela é uma mulher solteira de trinta e poucos anos e que está em uma luta constante contra a balança - e em busca do amor também. Todo mundo em sua volta parece já estar casado - ressalva para algumas poucas amigas que estão sempre com homens horríveis - e a pressão aumenta cada vez mais para que a própria Bridget conheça a sua cara metade também. 

O ano de Bridget começa com um jantar em que ela conhece Mark Darcy, um advogado riquíssimo que acaba de se divorciar. Amigos dos pais de Bridget começam a tentar junta-los, mas além de estar vestido de forma ridícula, Mark ainda por cima faz pouco caso de Bridget. Um acontecimento que logo perde importância para ela, já que Daniel, um dos seus chefes, logo mostra interesse por ela e começa a trocar mensagens pelo computador durante o expediente. 


Ela garante que, à medida que as mulheres vão passando dos 20 para os 30 anos, o equilíbrio de poder muda de repente. Até as mulheres mais seguras perdem as estribeiras, lutando contra os primeiros sinais de angústia emocional: medo de  morrer sozinha e ser encontrada três semanas depois semi devorada por um pastor alemão.

Eu não sabia exatamente o que esperar do livro, mas confesso que ele ainda assim conseguiu me frustrar bastante. Bridget é uma mulher muito insegura, o que muitas vezes é normal nas protagonistas. Mas o nível dela é tanto que chega ser irritante, especialmente porque ela nunca faz nada de fato para mudar as coisas. Ela reclama do cara, e corre atrás dele. Ela reclama do peso, não faz nada para mudar isso. Reclama de uma amiga, mas não consegue cortar a relação. 

O tempo inteiro eu sentia que a história queria passar a mensagem de que Bridget é a mulher dos dias atuais. Mas, sinceramente, eu não consigo perceber uma identificação. Bridget é extremamente dependente emocional e o pior que não é nem mesmo de uma pessoa, sabe? Ela é dependente de estar em uma relação, com qualquer pessoa que seja. E por isso ela acaba aceitando muitas atitudes ruins e comentários babacas para estar em uma relação.



Bridget tem um grande grupo de amigos e vamos conhecendo eles aos poucos, mas em nenhum momento há um aprofundamento sobre esses outros personagens e tudo é tratado de forma muito superficial o que não permite que o leitor se aproxime deles - e, na verdade, o pouco que é mostrado, os personagens mal tem carisma.

O livro também não segue exatamente um grande acontecimento, que uniria a história toda do ínicio ao fim. O que é aceitável, visto que é um diário. Por isso é complicado falar sobre a "história" em si, a cada mês ela vai mudando um pouco e coisas diferentes vão acontecendo na vida da protagonista.

Quem roubou muito a cena - em minha opinião - foi a mãe de Bridget, que está se separando do pai da protagonista e mudando de vida, descobrindo novas paixões e uma nova profissão. A mãe de Bridget tem o hábito de deixar a protagonista levemente louca, o que acaba sendo quase uma marca registrada nos chick-lits da vida. E elas não tem uma relação muito boa, mas isso também não é explorado no livro.

Na verdade, nenhum tema é exatamente bem explorado no livro. Tudo parece ser muito superficial e rápido, não dá um bom envolvimento durante a leitura. Para ser sincera é bem dificil explicar o que senti lendo o livro, mas ele não me prendeu, não me cativou. E o motivo da nota não ser ainda mais baixa é porque da metade para o final começa a ocorrer várias coisas - com a mãe de Bridget, e acaba envolvendo ela, claro - que movimenta bem mais a história, foi o que me deixou mais animada para terminar a leitura.

Nota: 2/5 

Notas: 1 - Ruim, péssimo;  2 - Médio, regular; 3 - Bom, legal;  4 - Muito bom;  5 - Ótimo, incrível; ♥ - É um dos meus preferidos
 Quer acompanhar minhas leituras? Me adiciona/segue no skoob!

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quarta-feira, 1 de agosto de 2018


Tem escritores que tem a capacidade de trazer um conjunto mágico de simplicidade e encanto nos dedos. Eles conseguem escrever coisas simples de forma que aquecem o coração. Suas palavras nos trazem aquele conforto, sorriso e emoções que são simples, mas tocantes. E assim é Naiara Aimee.

Desde a primeira vez que li um livro seu, Assim como és, eu sabia que tinha algo diferente em sua escrita. Quando li um segundo livro, Como Nunca Imaginei, tive a certeza. Ela consegue misturar diversas coisas e nos trazer diferentes sensações ao longo da leitura. 

Seus personagens parecem ser reais ou ao menos desejamos que eles sejam. Enquanto lia, me imaginava nas cenas e conseguia facilmente imaginar o que era descrito com tanta naturalidade. As histórias de Naiara não contém apenas acontecimentos, mas lições valiosas sobre amor - não apenas o romântico -, fé, esperança e força. É aquele livro que você termina com a sensação de que aprendeu coisas novas ou que foi fortalecido no que já sabia, mas havia se esquecido temporariamente.

Quando li seus livros tive certeza que precisava trazer ela aqui no blog em uma entrevista. E constatei que, além de tão talentosa, Naiara é muito simpática. Vocês verão a seguir:


Para começarmos... Conte um pouco sobre você. Quem é Naiara?

Sou uma pessoa tímida, desajeitada, um pouco (eufemismo) desorganizada e é por aí hahaha!

Quando criança, o que você dizia que queria ser? Com quantos anos e como você começou a escrever?

Quando eu era criança dizia que seria dona de restaurante. Eu amo comer, então sonhava que um dia saberia cozinhar coisas muito gostosas para outros e para mim. Mas eu sou um desastre na cozinha, então não rolou hahaha!

Eu sempre gostei de escrever. Aos onze anos, escrevi um romance de aventura. Eu não escrevia regularmente, mas vira e mexe alguma coisa saia: um conto, um poema etc. Até que escrevi meu primeiro romance de época que hoje a maioria conhece por Tudo o Que Mais Importa. A partir daí a escrita se tornou mais ativa.

Você já tem uma boa quantidade de livros publicados (fisicamente, na Amazon e no Wattpad), qual dessas histórias foi a que mais demorou para escrever e qual a que você escreveu mais rápido?

A mais demorada foi sem dúvida Tudo o Que Mais Importa. Escrevi a primeira versão em quatro meses, mas houve muitas mudanças na revisão e, depois de publicado como As Flores da Primavera, eu tornei a reescrevê-la de modo que levou uns bons três anos até que essa história ficasse como eu queria e, ainda assim, não posso dizer que esteja totalmente satisfeita com ela.

A história que escrevi mais rápido no quesito romance longo foi Sem Canção, que, por enquanto, está disponível apenas no wattpad. Tenho Assim Como És, que escrevi em um mês, mas como é uma “novela” não sei se é justo compará-la com as outras.



Ainda falando sobre todas suas historias, você conseguiria escolher uma delas como a sua preferida?

Essa pergunta é difícil. Eu amo muito Assim Como És, porque representa uma nova fase na minha escrita e carreira, mas minha história favorita é Sem Canção. Acredito que por ser algo fora da minha zona de conforto e também porque sou apaixonada pelos personagens.

Qual dos seus personagens você mais se identifica e com qual menos se identifica?

Eu me identifico muito com a Erin, de Sem Canção. Ela erra muito tentando acertar e se dá de coração para suas relações. Agora, acho que a personagem mais distante de mim seria a Jane, de Tudo o Que Mais Importa. Ela tem resposta pra todas as situações e ótimas tiradas, eu só tenho ótimas tiradas na cabeça, na hora de falar não sai nada!

Naiara tem quatro romances publicados: Assim como és, pelo selo Reino da Portal Editora; Como Nunca Imaginei, na Amazon; Tudo o que mais importa, pela editora UpBooks; e Sem Canção, no Wattpad. Além disso, tem um conto, Estela e a Fera, na Amazon. 

Como Nunca Imaginei, romance da Naiara publicado esse ano na Amazon, traz importantes mensagens sobre fé e a força do verdadeiro amor, que é capaz de vencer qualquer barreira.

Recentemente eu li ‘Assim como és’ e ‘Como Nunca Imaginei’ e eu amei ambas as histórias. Como você estuda para poder escrever romances de época? Como funciona o seu processo para o preparo de uma história que se passa em outro século?

Eu anoto tudo de diferente que vejo nos romances de época, clássicos e matérias em blogs especializados. Quando preciso de um fato histórico específico, eu acesso o Google Livros e jogo a palavra chave, aparecem vários livros e alguns disponibilizam páginas sobre o assunto.

Como funciona o seu processo criativo? Você tem uma rotina de escrita rígida ou escreve somente quando tem inspiração?

Eu simplesmente me sento e começo a escrever (ou pelo menos tento). E ultimamente tenho escrito apenas quando estou realmente com vontade, mas sei que é importante manter uma rotina. Sophie Kinsella, em uma entrevista, disse que é bom escrever constantemente nem que seja mil palavras. Eu digo que se você conseguir escrever umas 500 já é um ótimo caminho hahaha!



Como você constrói seus personagens? Se baseia em pessoas que você conhece?

Meus personagens são muito aleatórios, simplesmente surgem na minha mente e raramente eu me inspiro em alguém que conheça.

Quais são as suas principais influências como escritora? E os seus livros preferidos?

São muitas. Atualmente estou escrevendo um Chick lit e posso dizer que Sophie Kinsella e Carol Sabar têm me ajudado muito. Meus livros favoritos são: Jane Eyre, Lembra de Mim? (Sophie Kinsella), Tarde Demais (Colleen Hoover) e A Distância Que Nos Separa (Kasie West).

Quais autoras nacionais contemporâneas você mais gosta e acha que deveria ter mais reconhecimento?

São tantos! A Débora S. Silva têm contos muito fofos. A Karol Blatt é incrível, ela já é bem conhecida, na verdade, mas gostaria de ver uma editora como a Record ou a Globoalt publicando seus livros incríveis.

Na sua opinião, qual é a maior dificuldade para autoras nacionais hoje no mercado editorial?

Todas? Brincadeiras à parte é muito difícil conseguir publicar se você não tiver um agente literário (dos bons!) e muita fama, então a dificuldade já começa por aí. É preciso se esforçar muito para ser reconhecido primeiro pelos leitores e aí vem as editoras.


"De um interesse egoísta surge o mais sincero sentimento de amor". Logo após a morte da mãe, Edward Radford é levado, pelas circunstâncias impostas, a acolher em sua propriedade as pobres e órfãs irmãs McCarthy. A contragosto ele acaba cedendo, mas não se mostra nem um pouco à vontade com isso. Ao perceber que as irmãs são um incomodo para ele, Jane McCarthy, a mais velha, decide levá-las de volta a Chesterfield. Com essa ameaça iminente e a chance de perder parte de sua herança, Edward é obrigado a traçar novos planos e percebe que para ter as irmãs consigo será necessário conquistar a confiança de Jane, o que irá se mostrar uma tarefa bastante árdua, dado as fortes convicções dela, sua crença inabalável e seu gênio forte. Esse é um romance de época que envolve não só uma linda história de amor, mas também traz o relato das dificuldades enfrentadas pelas mulheres sem proteção, da pobreza, e da praga que infectou as plantações de batatas no período de 1845 a 1849, deixando um rastro de dor e miséria. COMPRE O LIVRO FÍSICO: UPBOOKS

Você já quis desistir da carreira de escritora? Se sim, o que você faz quando esses momentos de desânimo surgem?

Sim! Hahaha! Às vezes eu ainda penso nisso, mas confesso que hoje com menos (muito menos) frequência do que antigamente. Sempre me permiti ficar chateada nesses momentos, porque acho humano nos deixamos ficar tristes ou frustrados de vez em quando. O importante é não permitir que esse sentimento se prolongue e tome conta da gente.
 

Em quais projetos você está trabalhando no momento? Pode nos contar alguma novidade inédita? Hehehe.

Estou escrevendo uma continuação para Sem Canção, chamado Sem Chances e um conto chick lit inspirado num romance famosinho, mas vou deixar no ar para não estragar a surpresa hahaha!


Qual a dica você dá para uma pessoa que está pensando em escrever a primeira história?

Escreva o que você gostaria de ler independente do que as pessoas possam dizer e não desista mesmo que as coisas pareçam distantes. Quando você já tiver terminado sua primeira história, procure não reclamar que você não tem sorte, que nenhuma editora grande te nota, e escreva porque você quer passar uma mensagem ao mundo. Foque suas forças em correr atrás de fazer acontecer e em algum momento sua estrela irá brilhar.


Naiara, muito obrigada pela entrevista! Amei conhecer um pouco mais de você e acredito que os leitores do blog também. Te desejo muito sucesso e saiba que estarei sempre acompanhando e torcendo muito por você e pela sua carreira.

Vocês podem comprar alguns dos livros da Naiara pela Amazon: